A Ri Happy é uma das principais redes de varejo de brinquedos do Brasil. Fundada em 1988, mantém uma ampla presença física, um e-commerce robusto e uma operação omnicanal que precisa responder com estabilidade aos períodos de maior demanda do ano, como Black Friday, Natal e Dia das Crianças.
Nesses momentos, desempenho e disponibilidade estão diretamente ligados à experiência do consumidor e à receita. Uma infraestrutura limitada não representa apenas um problema técnico: pode impedir vendas, comprometer campanhas e afetar toda a jornada de compra.
Para sustentar o crescimento, a Ri Happy precisava modernizar sua infraestrutura e, ao mesmo tempo, ampliar a autonomia da equipe interna para operar e evoluir o novo ambiente.

O desafio: uma infraestrutura Hyper-V que já não acompanhava o crescimento omnicanal
A infraestrutura on-premises baseada em Hyper-V cumpriu um papel importante na evolução da empresa, mas passou a apresentar limitações diante do crescimento da operação e da intensidade dos picos sazonais. O provisionamento de capacidade era manual e exigia planejamento antecipado. Os deploys de promoções, integrações e novos fluxos de checkout dependiam de ciclos demorados de infraestrutura, reduzindo a velocidade do negócio.
Os principais desafios eram:
- custos crescentes com hardware, manutenção e licenciamento;
- capacidade física limitada;
- escalabilidade manual e lenta;
- ciclos longos de deploy;
- risco de indisponibilidade nos períodos de maior demanda;
- dependência de conhecimento especializado para atividades operacionais.
A solução: migração faseada para o Google Cloud sem interromper a operação
A LinuxPlace estruturou o projeto em fases, considerando criticidade, dependências técnicas e impacto de cada sistema no negócio. As cargas menos críticas foram migradas primeiro, permitindo validar desempenho, conectividade, segurança e procedimentos operacionais antes da movimentação dos sistemas diretamente ligados ao e-commerce e ao checkout.
Fase 1 — Assessment e planejamento
A primeira etapa contemplou o inventário das máquinas virtuais, o mapeamento das dependências e a classificação das cargas conforme sua criticidade. A LinuxPlace definiu ondas de migração, critérios de validação, janelas de mudança e procedimentos de retorno. Os sistemas mais sensíveis foram transferidos somente depois da validação completa do novo ambiente.
Fase 2 — Migração para o Google Compute Engine
As máquinas virtuais foram migradas gradualmente do ambiente Hyper-V para o Google Compute Engine, com replicação dos dados, testes prévios e cutover em períodos de menor tráfego. A infraestrutura do Google Cloud foi definida como código com Terraform, criando ambientes padronizados, versionados e reproduzíveis. Isso reduziu configurações manuais e facilitou futuras alterações de capacidade e arquitetura. A transição foi concluída sem indisponibilidade percebida pelas lojas e pelos canais digitais.
Fase 3 — Automação e elasticidade
Os componentes compatíveis com escalabilidade horizontal foram estruturados em Managed Instance Groups com políticas de autoscaling. O Autoscaler do Compute Engine pode adicionar ou remover instâncias automaticamente com base em sinais como utilização de CPU, capacidade do balanceador de carga, métricas do Cloud Monitoring e agendamentos. As políticas foram calibradas considerando o comportamento histórico da operação e os períodos sazonais. Dessa forma, o ambiente passou a ampliar sua capacidade automaticamente diante do aumento de tráfego e reduzi-la quando a demanda retornava aos níveis normais.
Fase 4 — CI/CD e transferência de conhecimento
A LinuxPlace implantou pipelines de integração e entrega contínuas, reduzindo atividades manuais e acelerando a disponibilização de novas funcionalidades. A equipe interna participou de todo o processo e recebeu capacitação sobre operação do ambiente Google Cloud, monitoramento, execução dos pipelines, gestão de capacidade, procedimentos de contingência e boas práticas de segurança e custos.
O objetivo não era criar dependência permanente da consultoria, mas preparar a equipe da Ri Happy para operar e evoluir a plataforma com autonomia.
Por que o Google Cloud?
A escolha foi resultado de uma avaliação técnica e financeira das alternativas disponíveis. Entre os fatores considerados estavam:
- aderência do Compute Engine às cargas existentes;
- infraestrutura global de rede e balanceamento;
- possibilidade de automação e escalabilidade;
- integração com ferramentas de dados e colaboração;
- previsibilidade financeira por meio de Committed Use Discounts;
- relação entre custo, desempenho e esforço de migração.
Resultados
Redução de 40% nos custos de infraestrutura
A migração reduziu os gastos relacionados à infraestrutura física, manutenção, capacidade ociosa, contratos e licenciamento do ambiente on-premises. A combinação entre dimensionamento adequado, elasticidade e compromissos de uso trouxe maior previsibilidade financeira.
Redução de 50% no tempo de deploy
A automação dos pipelines e a padronização da infraestrutura reduziram pela metade o ciclo de disponibilização de novas funcionalidades, permitindo que promoções e melhorias no e-commerce chegassem mais rapidamente aos consumidores.
Escalabilidade para os picos sazonais
Black Friday, Natal e Dia das Crianças passaram a contar com expansão automática de capacidade nos componentes preparados para escalabilidade horizontal, reduzindo o esforço de provisionamento manual.
Maior resiliência operacional
A distribuição dos componentes críticos, os health checks e a automação da recuperação reduziram a dependência de hardware físico e o risco de indisponibilidade.
Equipe interna mais autônoma
A transferência estruturada de conhecimento permitiu que os profissionais da Ri Happy assumissem a operação cotidiana e continuassem evoluindo o ambiente Google Cloud.
| Indicador | Antes | Depois |
|---|---|---|
| Custos de infraestrutura | Hardware e capacidade física | Redução de 40% |
| Tempo de deploy | Ciclos manuais e demorados | Redução de 50% |
| Escalabilidade | Manual e antecipada | Automática conforme a demanda |
| Provisionamento | Limitado ao hardware disponível | Recursos provisionados sob demanda |
| Operação | Dependente de conhecimento especializado | Equipe interna capacitada |
| Picos sazonais | Planejamento manual de capacidade | Elasticidade automatizada |
"A plataformização e migração de nosso ambiente e serviços on-premises para a GCP modernizaram e impulsionaram a jornada de transformação digital da Ri Happy, garantindo disponibilidade, escalabilidade e previsibilidade financeira."
Bruno Di Credico Junior
IT Infrastructure Manager, Grupo Ri Happy
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